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Tolkien se descreveu como Hobbit em carta de 1958

ResumoJ.R.R. Tolkien, em carta de 1958 (número 213), respondeu a uma estudante de doutorado autodeclarando-se um Hobbit. O autor descreveu características pessoais como estatura baixa, preferência por jardins e simplicidade, alinhadas ao povo fictício. A carta revela identificação íntima com a criação literária, oferecendo visão biográfica única sobre o criador da Terra-média.

Em 1958, uma estudante de doutorado pediu a J.R.R. Tolkien que se descrevesse. A resposta virou a carta 213, onde o autor se autodeclarou um Hobbit. Veja os detalhes.

Diego Fernandes
Diego Fernandes Especialista em hardware e PC gamer · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Tolkien se descreveu como Hobbit em carta de 1958
Tolkien se descreveu como Hobbit em carta de 1958. Captura: Nurigo Games
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Em 1958, uma estudante de doutorado da Universidade de Wisconsin, Deborah Webster, pediu a J.R.R. Tolkien que falasse um pouco de si mesmo. A resposta virou a carta 213, onde o autor de O Hobbit e O Senhor dos Anéis se autodeclarou: "Na verdade, sou um Hobbit (em tudo, menos no tamanho)".

Antes de ceder, Tolkien reclamou: "Não gosto de fornecer 'fatos' sobre mim mesmo, exceto aqueles de natureza mais 'seca'". Ele criticou o interesse excessivo da crítica pela vida dos autores, dizendo que isso desvia a atenção das obras. Mas a aluna teve sorte: o professor acabou revelando detalhes pessoais.

Na carta, Tolkien listou o que o definia: gosta de jardins, árvores, terras agrícolas não mecanizadas, cachimbo, comida simples e cogumelos colhidos no campo. Detestava culinária francesa, preferia espanhol ao italiano, e amava o País de Gales e sua língua, embora não o visitasse há tempos. Também ia com frequência à Irlanda, mas achava o irlandês "totalmente desinteressante". O autor ainda se declarou cristão e revelou um senso de humor "muito simples".

A estudante concluiu o doutorado em 1972 com a dissertação "The Fictitious Characters of C.S. Lewis and J.R.R. Tolkien". Em 1982, a carta 213 foi publicada como apêndice do livro "J.R.R. Tolkien: A Critical Biography". Para quem escreve teses sobre autores, a resposta de Tolkien é um lembrete: nem todo criador quer virar personagem de pesquisa.

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