Tolkien se descreveu como Hobbit em carta de 1958
Em 1958, uma estudante de doutorado pediu a J.R.R. Tolkien que se descrevesse. A resposta virou a carta 213, onde o autor se autodeclarou um Hobbit. Veja os detalhes.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Em 1958, uma estudante de doutorado da Universidade de Wisconsin, Deborah Webster, pediu a J.R.R. Tolkien que falasse um pouco de si mesmo. A resposta virou a carta 213, onde o autor de O Hobbit e O Senhor dos Anéis se autodeclarou: "Na verdade, sou um Hobbit (em tudo, menos no tamanho)".
Antes de ceder, Tolkien reclamou: "Não gosto de fornecer 'fatos' sobre mim mesmo, exceto aqueles de natureza mais 'seca'". Ele criticou o interesse excessivo da crítica pela vida dos autores, dizendo que isso desvia a atenção das obras. Mas a aluna teve sorte: o professor acabou revelando detalhes pessoais.
Na carta, Tolkien listou o que o definia: gosta de jardins, árvores, terras agrícolas não mecanizadas, cachimbo, comida simples e cogumelos colhidos no campo. Detestava culinária francesa, preferia espanhol ao italiano, e amava o País de Gales e sua língua, embora não o visitasse há tempos. Também ia com frequência à Irlanda, mas achava o irlandês "totalmente desinteressante". O autor ainda se declarou cristão e revelou um senso de humor "muito simples".
A estudante concluiu o doutorado em 1972 com a dissertação "The Fictitious Characters of C.S. Lewis and J.R.R. Tolkien". Em 1982, a carta 213 foi publicada como apêndice do livro "J.R.R. Tolkien: A Critical Biography". Para quem escreve teses sobre autores, a resposta de Tolkien é um lembrete: nem todo criador quer virar personagem de pesquisa.