Miyamoto em 1999: insatisfação com a linha do tempo de Zelda
Em 1999, Shigeru Miyamoto admitiu que a linha do tempo de The Legend of Zelda o incomodava. A solução veio décadas depois, com reencarnações e múltiplas linhas do tempo.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Em 1999, Shigeru Miyamoto, criador de The Legend of Zelda, já enfrentava o maior problema da franquia: a linha do tempo. Em entrevista na enciclopédia de Ocarina of Time, ele admitiu: "Provavelmente não deveria dizer isso, mas ainda há várias coisas que não me deixam totalmente satisfeito." Na época, não existia o conceito de reencarnação de Link e Zelda, e os jogadores especulavam que os novos protagonistas fossem filhos dos anteriores.
Miyamoto listou perguntas que o intrigavam: como Ganon se tornou quem é, se o Link de Ocarina seria o pai do Link do Zelda original e quem seria a mãe. Essas questões, em sua maioria, foram respondidas cerca de 15 anos depois, com Skyward Sword e a linha do tempo oficial do livro Hyrule Historia. A obra estabeleceu que todos os Links e Zeldas são reencarnações dos mesmos espíritos e que Ocarina of Time gerou três linhas do tempo.
Mesmo assim, Miyamoto nunca ficou plenamente satisfeito. "Para Ganon, você pode pensar nele como um ressuscitador de cada jogo. Mas ainda não sinto que demos uma boa resposta sobre Link e Zelda", disse. Sua prioridade sempre foi criar bons jogos, deixando a história em segundo plano. "Nossa prioridade máxima é criar um jogo interessante", afirmou, ignorando pequenas inconsistências.
Com Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, a cronologia virou uma bagunça. A solução foi criar uma quarta linha do tempo, a Linha do Tempo da Calamidade, desconectada dos jogos anteriores. O produtor atual da franquia, porém, não se importa com a cronologia. Enquanto isso, os fãs seguem criando teorias, incluindo jogos não canônicos como Hyrule Warriors, para preencher as lacunas que nem Miyamoto conseguiu resolver.