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Remaster jogos melhores: 7 que superam o original

ResumoRemaster de jogos como Resident Evil 2, Final Fantasy VII e Demon's Souls supera o original ao corrigir falhas técnicas, expandir conteúdo e refinar mecânicas de combate. A versão remasterizada de Shadow of the Colossus melhora controles e visuais sem perder a essência. Títulos como Crash Bandicoot N. Sane Trilogy e Tony Hawk's Pro Skater 1+2 elevam a experiência com fidelidade moderna.

Alguns remasters vão além da limpeza gráfica: corrigem falhas, adicionam conteúdo e refinam a jogabilidade. Estes 7 exemplos mostram como a versão nova pode superar a original em praticamente tudo.

Otávio Brandão
Otávio Brandão Historiador de games e retrô · 31 de agosto de 2026 · 7 min de leitura
Remaster jogos melhores: 7 que superam o original
Remaster jogos melhores: 7 que superam o original. Captura: Nurigo Games
7.5/10
Veredito

Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.

Remasterizar um jogo é um exercício de equilíbrio. Se o trabalho for superficial, o resultado é uma versão que envelheceu mal com texturas levemente mais nítidas. Mas quando o estúdio entende o que tornou o original especial e investe em refinar a experiência, o remaster pode superar a versão de lançamento em quase todos os aspectos. Para entender hoje, é preciso olhar para trás: a limitação técnica da época moldou o design, e os melhores remasters respeitam isso enquanto corrigem o que não funcionava. Estes 7 jogos são exemplos de remaster que ficaram melhores que o original, seja por conteúdo extra, jogabilidade ajustada ou performance impecável.

1. Shadow of the Colossus (PS4)

O remake de 2018, desenvolvido pela Bluepoint Games, não é tecnicamente um remaster, mas frequentemente entra nessa categoria por manter a estrutura original intacta. A versão de PS2, lançada em 2005, impressionou pela ambição, mas sofria com quedas severas de frame rate e controles de câmera imprecisos. A Bluepoint reconstruiu cada colosso com um nível de detalhe que respeita a arte original, mas adicionou uma suavidade de movimentos que o hardware de 2005 não permitia. O resultado é um jogo que mantém a solidão e a imponência dos colosso, mas com uma jogabilidade que não luta contra o jogador.

O modo Foto e a opção de escolher entre visuais em 4K ou performance a 60 FPS são acréscimos que não existiam no original. Para quem jogou em 2005, a diferença é menos sobre gráficos e mais sobre finalmente conseguir aproveitar a experiência sem as limitações técnicas.

2. Crash Bandicoot N. Sane Trilogy (2017)

A trilogia original, lançada entre 1996 e 1998 para PlayStation, era conhecida por sua dificuldade punitiva, parte por design e parte por controles imprecisos. A remasterização da Vicarious Visions, lançada em 2017, manteve o level design intacto, mas ajustou a física do pulo e a detecção de colisão. Isso não tornou o jogo fácil, mas tornou a dificuldade mais justa. Morrer em Crash deixou de ser frustrante e passou a ser um desafio calculável.

A trilogia também unificou os três jogos em um único pacote com checkpoint automático e opção de salvar em qualquer momento, algo impensável nos anos 90. A versão original exigia senhas ou cartão de memória, e o jogo não tinha pause durante as fases, uma limitação que a remasterização removeu sem alterar o espírito da obra.

3. Metroid Prime Remastered (2023)

Metroid Prime, lançado em 2002 para GameCube, foi um marco ao traduzir a exploração em primeira pessoa para o universo da Samus. Mas o controle original, com lock-on manual e movimentação limitada, era um produto do seu tempo. O remaster de 2023 para Nintendo Switch modernizou os controles com o esquema dual-stick, que hoje é padrão em qualquer FPS. Isso parece simples, mas muda completamente a fluidez do combate e da exploração.

Além dos gráficos refeitos em alta resolução, o remaster adicionou opções de controle alternativas, incluindo o esquema clássico, e melhorou o HUD para ser mais legível. A versão de 2002 era um jogo excelente que exigia paciência com os controles; a versão de 2023 é o mesmo jogo, mas sem essa barreira de entrada.

4. Age of Empires II: Definitive Edition (2019)

Age of Empires II, de 1999, é um dos RTS mais influentes da história. O problema é que a versão original rodava em uma resolução máxima de 1024x768 e tinha uma interface que não envelheceu bem em monitores modernos. A Definitive Edition, lançada em 2019, resolveu isso com suporte a 4K, interface redimensionável e uma série de ajustes de balanceamento em unidades e civilizações.

O que coloca essa versão acima do original é o conteúdo: a Definitive Edition inclui as expansões lançadas ao longo de duas décadas, além de novas campanhas e civilizações. Um jogador que comprou o jogo em 1999 e nunca mais tocou em um RTS vai encontrar um jogo que mantém a essência estratégica, mas com qualidade de vida que o original não tinha, como filas de produção contínuas e comandos de ataque mais precisos.

5. The Last of Us Parte I (2022)

A remasterização de 2022, feita pela Naughty Dog, é um caso controverso porque o original de 2013 já era um dos jogos mais aclamados da geração PS3. A diferença aqui está na reconstrução completa dos modelos, animações faciais e iluminação, que elevam a narrativa a um nível de expressividade que o hardware de 2013 não conseguia processar. As cenas de Ellie e Joel ganham nuances de emoção que antes eram limitadas pela tecnologia.

O remake também incorpora mecânicas de The Last of Us Part II, como a possibilidade de agachar e rastejar com mais naturalidade, e modos de acessibilidade que não existiam no original. Para quem nunca jogou, a versão de 2022 é a forma definitiva de experimentar a história, sem as limitações de carregamento e a baixa resolução do PS3.

6. Halo 2 Anniversary (2014)

Halo 2, de 2004, foi um dos jogos mais importantes do Xbox, mas sua campanha tinha problemas de balanceamento e algumas fases repetitivas. A versão Anniversary, lançada em 2014 dentro da Master Chief Collection, trouxe gráficos refeitos e, mais importante, cutscenes totalmente recriadas pelo estúdio Blur. A jogabilidade foi mantida fiel, mas a apresentação visual elevou o nível de cinema do jogo.

Um detalhe que muitos não notam: o remaster permite alternar entre os gráficos novos e os originais em tempo real, com um botão. Isso não é só um recurso de nostalgia, é uma ferramenta para comparar o quanto a arte de 2004 foi respeitada. A campanha continua com seus defeitos de ritmo, mas a versão de 2014 é mais bonita, mais estável e roda em 60 FPS, algo que o Xbox original não conseguia sustentar.

7. Resident Evil HD Remaster (2015)

Resident Evil, de 1996, foi o jogo que definiu o survival horror. O remake de 2002 para GameCube já era considerado superior ao original, e a versão HD de 2015 levou esse trabalho para as plataformas modernas. A Capcom refez os cenários pré-renderizados em alta resolução, mas o que realmente supera o original é a jogabilidade: o esquema de controles tanque, que era obrigatório em 1996, foi mantido como opção, mas novos controles alternativos facilitam a movimentação.

A versão HD também inclui o modo de dificuldade realista, que estava presente no remake de GameCube, e adiciona conquistas e opções de proporção de tela. Para quem quer entender por que Resident Evil é um clássico, a versão de 2015 é a porta de entrada ideal, sem a frustração dos controles originais de 1996.

Qual remaster escolher?

Se você quer um jogo de ação e exploração, Shadow of the Colossus é a escolha mais impactante. Se prefere desafio de plataforma, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy oferece a dificuldade justa. Para estratégia em tempo real, Age of Empires II: Definitive Edition é o pacote mais completo. E se a prioridade é narrativa, The Last of Us Parte I é a versão definitiva. Nenhum desses remasters apaga a importância dos originais, mas todos mostram que, quando o estúdio entende o material de origem, o resultado pode ser superior.

Perguntas frequentes sobre remasters

Qual a diferença entre remaster e remake?

Remaster geralmente usa o código original e melhora resolução, texturas e performance. Remake reconstrói o jogo do zero, com novos modelos, animações e, às vezes, mudanças de jogabilidade. Shadow of the Colossus é um remake que mantém a estrutura original, enquanto Crash N. Sane Trilogy é um remaster com ajustes de física.

Remaster sempre melhora o jogo?

Não. Alguns remasters são apressados e introduzem bugs ou alteram a arte original de forma negativa. O que diferencia um bom remaster é o respeito ao design original e a correção de problemas técnicos sem descaracterizar a experiência.

Vale a pena jogar o remaster em vez do original?

Na maioria dos casos, sim, especialmente se o original tinha problemas de performance ou controles datados. Mas há exceções: alguns jogadores preferem a estética original de pixel art ou a dificuldade não ajustada de versões antigas.

Remaster é mais barato que remake?

Em geral, remasters são mais baratos de produzir e, por isso, costumam ser vendidos por preço menor. Mas isso varia conforme o estúdio e a plataforma. Remakes completos, como Final Fantasy VII Remake, são lançados como jogos novos com preço cheio.

Como saber se um remaster é bom antes de comprar?

Pesquise análises de imprensa e vídeos comparativos. Observe se o remaster corrige problemas conhecidos do original, como quedas de frame rate ou controles imprecisos. Desconfie de remasters que apenas aumentam a resolução sem tocar na jogabilidade.

Qual remaster de 2023 merece destaque?

Metroid Prime Remastered é o exemplo mais claro de como modernizar controles sem alterar o level design. A versão de Switch mantém a exploração original, mas com um esquema de controle que qualquer jogador atual entende em minutos.

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